15 Junho 2011

Dos melhores do Mundo

Deve ser difícil encontrar um momento da história do Porto em que tantas figuras vivas da cidade sejam referências globais em simultâneo. Ao ouvirmos Barack Obama falar da obra de Eduardo Souto de Moura na entrega do Prémio Ptritzker (conhecido pelo 'Prémio Nobel' da Arquitectura) sente-se qualquer coisa de especial. Souto de Moura é agora um herói à escala planetária. De repente ele é o "É-do-ar-do So-to Mô-ra" na boca do presidente dos Estados Unidos! O mesmo se passa com Álvaro Siza Vieira, também ele 'Nobel' da Arquitectura e a poder beneficiar, em vida, das possibilidades que esse galardão lhe deu para projectar obras pelo Mundo. (...)

Daniel Deusdado > Dos melhores do Mundo > JN

66 | Konstantin GRCIC | Champions

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A marginal que já foi "boa nova" - JN


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Museus distantes do Rio e de São Paulo se destacam por parcerias e boa programação - TV e Lazer - Extra Online


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29 Março 2011

Siza Vieira diz que "esperava todos os anos" que Souto de Moura recebesse o Pritzker

De Jennifer Mota (LUSA) – Há 14 horas
Porto, 28 mar (Lusa) -- O arquiteto Álvaro Siza Vieira disse hoje que "esperava todos os anos, desde há algum tempo" que Eduardo Souto de Moura recebesse o prémio Pritzker, considerando que o 'Nobel da arquitetura' "é um prémio justíssimo". Em declarações à Lusa, o arquiteto Siza Vieira, o primeiro português galardoado com prémio Pritzker em 1992, realçou que "é um prémio justíssimo, de carreira e que é decidido pela continuidade na qualidade das obras de um arquiteto como é o caso do arquiteto Souto de Moura". O arquiteto portuense revelou que "esperava todos os anos, desde há algum tempo, que [Souto Moura] fosse contemplado com esse prémio", acrescentando que "é motivo de regozijo um arquiteto português ser contemplado".
© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

É bom ter por vizinho "um Pritzker" - Siza Vieira sobre Souto Moura - RTP Noticias, Áudio

RTP Noticias, Áudio
O gabinete do arquitecto confirmou à Antena 1 que Eduardo Souto Moura foi distinguido com o Prémio Pritzker de arquitectura. O vencedor deste ano do óscar da arquitectura só vai ser anunciado a 11 de Abril, mas ao início da tarde um site espanhol dedicado ao tema adiantou o nome de Souto Moura como vencedor este ano. Souto Moura recebeu o Prémio Pessoa em 1998 e, a confirmar-se definitivamente esta notícia, vai ser o segundo arquitecto português a receber o Pritzker - Álvaro Siza Vieira recebeu-o em 1992 e congratula-se com esta distinção a Souto Moura.


2011-03-28 18:35:13

20 Janeiro 2011

2019: A Future Imagined

2019: A Future Imagined from Flat-12 on Vimeo.`

É um mini-documentário que dá a conhecer algumas ideias de Syd Mead sobre a natureza da criatividade e da evolução humana. Um dos mais importantes artistas conceptuais da actualidade, Syd Mead notabilizou-se pelas imagens especulativas que serviram de suporte a obras de ficção científica como Blade Runner, Aliens e Tron. Entre as suas paixões pessoais encontram-se o design de ambientes urbanos e modelos alternativos de transporte, desenvolvendo a sua visão prospectiva sobre futuros possíveis.Dirigido por Joaquin Montalvan, autor do documentário Visual Futurist: The Art and Life of Syd Mead realizado em 2006.

Via [a barriga de um arquitecto]

20 Dezembro 2010

A arquitetura metafísica de Frank Gehry

Enviado por Fernando Eichenberg, correspondente, de Washington -
11.12.2010
09h30m

Álvaro Siza | em trânsito #022

Álvaro Siza em trânsito #022
by NORTE 41º

Na Casa da Musica
Vimeo

24 Outubro 2010

MYTO

Konstantin Grcic | PLANK

Fortaleza da solidão

Os termômetros marcavam 9ºc, em Porto Alegre, na última noite de julho de 1994. Iberê Camargo pediu a Maria, sua mulher há mais de cinqüenta anos, que o ajudasse a andar até o ateliê. Devido a seguidas seções de quimioterapia, para tratar um câncer no cérebro, o artista estava debilitado. O espaço destinado à pintura dos óleos ficava no segundo piso de uma construção anexa à casa deles. Maria, com 78 anos, o conduziu com o auxílio de uma vizinha. Saindo do quarto, percorreram a casa e saíram por uma porta lateral. Caminharam alguns metros ao relento e subiram para o ateliê. Todo esse esforço era para que ele pudesse retocar a tela Solidão, seu derradeiro trabalho. Três personagens preenchem a tela. Sobre um fundo avermelhado, de dois metros de altura por quatro de largura, o trio parece se desintegrar em manto azul. Duas faces estão um pouco delineadas, outra não.


No dia seguinte, Iberê convocou uma entrevista coletiva. Acamado, recebeu os jornalistas ao lado de Maria e de Gerci, sua única filha, fruto de uma aventura juvenil. Ele antevia o fim, e exibiu a verve que o caracterizava, atacando marchands e grandes exposições. As frases de efeito foram entremeadas por lapsos de memória. Com dificuldade para respirar, permaneceu na cama toda a semana. Na madrugada de 5 de agosto, foi internado na Santa Casa da Misericórdia. A marchand Tina Zappoli levou-lhe papel e canetas pilot. Em seus cinco desenhos finais, estão insinuadas as três figuras do Solidão. Num delírio, pediu essência de terebintina (usada para misturar tintas a óleo), pensando que não havia acabado de pintar a tela. Seu médico declarou que já havia feito "tudo que era possível". A morte chegou pouco antes da meia-noite do dia 8.

O arquiteto português Álvaro Siza Vieira nunca tinha ouvido falar em Iberê Camargo até 1998. Na condição de ganhador do prêmio Pritzker, há quinze anos ele integra, com menos de duas dezenas de colegas, o estrelato do ofício. Depois do prêmio, à diferença de vários colegas, Siza seguiu trabalhando artesanalmente. Não arrumou sócios em Nova York, Londres ou Tóquio. Apesar de ter obras na América, Europa e Ásia, a maior parte de suas construções ficam na península Ibérica. (...)


Revista piauí | Fernando Serapião

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18 Outubro 2010

"Falemos de casas"

Falemos de casas como quem fala da sua alma

Prefácio

Falemos de casas, do sagaz exercício de um poder
tão firme e silencioso como só houve
no tempo mais antigo.
Estes são os arquitectos, aqueles que vão morrer,
sorrindo com ironia e doçura no fundo
de um alto segredo que os restitui à lama.
De doces mãos irreprimíveis.
- Sobre os meses, sonhando nas últimas chuvas,
as casas encontram seu inocente jeito de durar contra
a boca subtil rodeada em cima pela treva das palavras.

Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta
do gosto, o entusiasmo do mundo.
Descobrimos corpos de gente que se protege e sorve, e o silêncio
admirável das fontes –
pensamentos nas pedras de alguma coisa celeste
como fogo exemplar.
Digamos que dormimos nas casas, e vemos as musas
um pouco inclinadas para nós como estreitas e erguidas flores
tenebrosas, e temos memória
e absorvente melancolia
e atenção às portas sobre a extinção dos dias altos.

Estas são as casas. E se vamos morrer nós mesmos,
espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos
que não viram as torrentes infindáveis
das rosas, ou as águas permanentes,
ou um sinal de eternidade espalhado nos corações
rápidos.
- Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam
pelos muitos sentidos dos meses,
dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,
para que se faça uma ordem, uma duração,
uma beleza contra a força divina?

Alguém trouxera cavalos, descendo os caminhos da montanha.
Alguém viera do mar.
Alguém chegara do estrangeiro, coberto de pó.
Alguém lera livros, poemas, profecias, mandamentos,
inspirações.
- Estas casas serão destruídas.
Como um girassol, elaborado para a bebedeira, insistente
no seu casamento solar, assim
se esgotará cada casa, esbulhada de um fogo,
vergando a demorada cabeça para os rios misteriosos
da terra
onde os próprios arquitectos se desfazem com suas mãos
múltiplas, as caras ardendo nas velozes
iluminações.

Falemos de casas. É verão, outono,
nome profuso entre as paisagens inclinadas
Traziam o sal, os construtores
da alma, comportavam em si
restituidores deslumbramentos em presença da suspensão
de animais e estrelas,
imaginavam bem a pureza com homens e mulheres
ao lado uns dos outros, sorrindo enigmaticamente,
tocando uns nos outros –
comovidos, difíceis, dadivosos,
ardendo devagar.

Só um instante em cada primavera se encontravam
com o junquilho original,
arrefeciam o resto do ano, eram breves os mestres
da inspiração.
- E as casas levantavam-se
sobre as águas ao comprido do céu.
Mas casas, arquitectos, encantadas trocas de carne
doce e obsessiva - tudo isso
está longe da canção que era preciso escrever.

- E de tudo os espelhos são a invenção mais impura.

Falemos de casas, da morte. Casas são rosas
Para cheirar muito cedo, ou à noite, quando a esperança
Nos abandona para sempre.
Casas são rios diuturnos, nocturnos rios
Celestes que fulguram lentamente
Até uma baía fria – que talvez não exista,
como uma secreta eternidade.

Falemos de casas como quem fala da sua alma,
Entre um incêndio,
Junto ao modelo das searas,
na aprendizagem da paciência de vê-las erguer
e morrer com um pouco, um pouco
de beleza.


Herberto Helder, A Colher na Boca. Lisboa, Ática, 1961. p. 13-15.
- Ou o Poema Contínuo. Lisboa, Assírio & Alvim, 2004. p. 9-12.

08 Julho 2010

01 Abril 2010

27 Julho 2009

20 Janeiro 2008

01 Janeiro 2008

Born

1 JAN 2008, TUESDAY